Muito aguardado pelos fãs brasileiros, Pokémon GO é um aplicativo de jogo para smartphones com sistema Android e iOS que foi lançado em território nacional nesta última quarta-feira. Baseado na popular franquia japonesa Pokémon, o jogo é resultado de uma parceria entre a Nintendo e a NianticLabs e foi recebido com grande entusiasmo ao redor do mundo.

Lançado pela primeira vez com um par de jogos no Japão, em 1996, a franquia rapidamente espalhou-se por todo planeta, tornando-se parte das recordações de quem cresceu na segunda metade da década de 1990. Ao longo desses vinte anos, os jogos de Pokémon apresentaram diversos territórios fictícios em que os jogadores podiam capturar essas criaturas com habilidades especiais, bem como fazê-las batalhar entre si. Agora, os Pokémon chegaram pela primeira vez ao mundo real, saindo das telas de videogames para as ruas!

Entenda um pouco mais do jogo que é a nova febre mundial e confira algumas dicas para você que acabou de começar a jogar:

O que há de novo?

Pokémon GO baseia-se no conceito de realidade aumentada. Basicamente, isso significa que o jogo não apresenta um mundo virtual, mas sim usa o mundo real como cenário e parte da aventura. O jogador é colocado em um mapa gerado pelo game como se estivesse consultando o Google Maps – e é lá que a jornada começa.

Após receber seu Pokémon inicial – Squirtle, Charmander ou Bulbasaur, o gamer terá que andar pela cidade e ficar atento aos arredores: em algum momento, um dos 151 Pokémon da primeira geração aparecerá na tela e, assim, o jogador poderá captura-lo usando as Poké balls. No início, o jogador também pode escolher o Pikachu, se souber como. Quando os três iniciais aparecerem, basta fugir deles: os três Pokémon te seguirão e, eventualmente, o Pikachu vai se juntar a trupe.

Novos desafios

Para quem está acostumado com os jogos de console da franquia, Pokémon GO pode ser uma experiência bastante singular. Muitas das características básicas, já enraizadas na cabeça dos fãs, não debutaram ainda (e muitas delas nem vão debutar) no jogo. Provavelmente a que chama mais atenção é a falta da maioria dos Pokémon que existem no universo da franquia: por enquanto, o jogo se limita às criaturas da primeira geração, mas já foi confirmado que a Niantic tem o plano de inserir as próximas no game.

Primeiramente, os Centros Pokémon (ainda) não existem em Pokémon Go: portanto, você vai precisar de itens – Potions para aumentar o HP dos Pokémon depois das batalhas e Revive para revivê-los. Fora isso, para avançar no jogo, você também necessitará de Berrys, para enfraquecer os Pokémon antes de captura-los e várias  – VÁRIAS – Poké Balls. Para consegui-los, você vai precisar parar nos pontos de interesse da sua cidade, os Pokestops! Bastar clilcar, girar a bolinha central, e os itens caem na sua mão.

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Além disso, o conceito das batalhas de ginásio e da liga foram totalmente modificados. Agora, o jogador não precisa mais correr atrás das oito insígnias, tradicionalmente ganhas após enfrentar e vencer os líderes dos oito ginásios sempre presentes nos jogos clássicos de Pokémon. Em Pokémon GO, os ginásios ainda estão presentes: e eles são muitos! No entanto, no jogo, o herói será convocado a participar de um dos três times: o Mystic, o Instinct ou o Valor.

Cada um dos três times é representado por uma cor e uma das aves lendárias da primeira geração: o Mystic corresponde ao azul e ao Articuno, o Instinct é de cor amarela e é representado pelo Zapdos, enquanto o Valor é o time vermelho, cujo representante é o Moltres.

Em Pokémon GO, a missão do jogador não é derrotar a Liga Pokémon, mas sim disputar o controle dos ginásios entre os times. Por isso, se você encontrar um ginásio dominado por um time diferente do seu, não hesite em batalhar: isso fará com que o prestígio do ginásio caia e, quando zerado, o local pode ser dominado pela equipe do vencedor. Ginásios dominados pela sua equipe também são um bom lugar para treinar. E lutar neles fará com que o prestígio aumente!

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Temos que pegar! (Isso eu sei…)

Capturar e evoluir Pokémon é um tanto diferente agora! Dessa vez, o jogador não vai precisar batalhar antes de lançar suas Poké balls para conseguir obter a criatura a sua frente – algo que foi uma leve decepção para muito dos fãs mais tradicionais dos jogos. Lançar a Poké Ball é, quase literalmente, uma arte: use o dedo para rodar um pouco a capsula antes de atirá-la e você ganhará mais pontos (mas também será mais difícil acertar o alvo).

Capturar Pokémon, bem como evoluí-los, vai gerar pontos de experiência para o jogador. Essa experiência, acumulada, vai fazer você subir de nível, desbloqueando novos itens e fazendo com que o jogo localize Pokémon mais fortes e mais raros. Portanto, não deixe de capturar todos, com diz a música!

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Quando o Pokémon é capturado, o jogador recebe uma quantidade de Stardust e de Candy. Esses itens, quando combinados em um certo número, podem ser utilizados para dar um Power Up, aumentando o CP do Pokémon – que é basicamente a sua força na luta. Atrás da imagem da criatura, há uma curva de desempenho que mostra o quanto de CP o Pokémon já tem em relação ao máximo que ele pode ter. Fora isso, esses mesmos itens podem ser utilizados para evoluir os Pokémon!

Aliado às capturas, os ovos também eclodem em Pokémon! Eles podem ser conseguidos nas Pokéstops e colocados na incubadora que já vem nos itens do jogador. Assim, conforme o jogador caminha, os ovos serão chocados e eclodirão em Pokémon. E quanto mais distância o ovo precisa para ser chocado, mais forte e raro é a criatura dentro dele. Uma boa dica é caminhar em linha reta para incubar os ovos – o jogo detecta sua localização de tempos em tempos e calcula a distancia do seu deslocamento, e não efetivamente o quanto você andou. E não vale roubar! A partir de uma certa velocidade, o jogo não conta o seu deslocamento, por isso: nada de usar veículos, é preciso caminhar!

Exclusivos e escondidos

Não são todos os Pokémon que podem ser capturados no jogo. Mesmo dentro da primeira geração, há algumas exceções locais e também globais. Certos Pokémon só podem ser capturados em uma região específica do planeta: atualmente, sabemos que o Tauros só está presente na América do Norte, o Kangaskhan só vive na Oceania, o Mr. Mime é europeu e o Farfetch’d é asiático.

O Articuno, Moltres e Zapdos, os lendários Pokémon representantes das equipes, ainda não foram avistados pelos jogadores – na verdade foram, mas era apenas uma pegadinha! E também o Mew e seu clone modificado Mewtwo ainda não debutaram no jogo. Provavelmente essas criaturas só estarão disponíveis em eventos futuros relacionados ao game – e já foi dito pela Niantic, na Comic Con San Diego, que as aves lendárias estarão relacionadas aos times de alguma forma.

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Além deles, o Ditto, muito conhecido por sua habilidade de transformar-se em outros Pokémon, também não deu as caras. Acredita-se que o motivo por trás disso esteja relacionado aos Easter Eggs presentes no jogo, cuja existência já foi confirmada pela Niantic. Existem muitas teorias sobre como encontrar o Ditto, mas nenhuma delas ainda foi comprovada.

Ailás, falando em Easter Eggs, um deles já está muito mais que provado: o Pokémon Eevee é conhecido por ser a espécie com mais possibilidades de evoluções. No jogo, só estão presentes três – Jolteon, Flareon e Vaporeon. Nos outros games da franquia, essas três evoluções aconteciam quando o jogador usava uma das pedras evolucionárias no Eevee, mesmo processo para evoluir o Pikachu no Raichu. No entanto, em Pokémon GO, você pode escolher em qual das três formas ele vai evoluir mudando o nome da criaturinha antes de servi-la de Candy. Basta colocar “Sparky” para ganhar um Jolteon, “Rainer” para encontrar o Vaporeon e “Pyro” para criar um Flareon.

Preparem-se para a encrenca!

É claro que o sucesso internacional do game atraiu também algumas críticas para o jogo. Pokémon GO já é alvo de polêmicas no Brasil, com textos e imagens circulando na web tanto por parte dos veículos de comunicação como por parte da população. Lá fora, o game já gerou muita polêmica, como por exemplo na Alemanha, em que uma imagem de um Koffing – Pokémon conhecido por soltar gás venenoso – avistado no Museu do Holocausto viralizou na internet. Depois do acontecido, a diretoria do museu pediu para a Niantic para que o local fosse retirado do jogo.

Também não foram pouco os casos de assaltos e furtos causados pelo game. Já na noite do lançamento, crimes desse tipo foram registrados por jogadores que perderam seus celulares enquanto jogavam. Por isso, é muito importante que os usuários do app estejam sempre atentos enquanto jogam por aí.

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Por fim, a outra grande polêmica que circulou nas redes sociais brasileiras foi a imagem de um jogador olhando fixamente a tela de seu celular com um Pikachu montado sobre o pescoço – sinalizando que Pokémon GO seria mais uma ferramenta para promover a alienação do mundo real. Crítica que tem sido muito rebatida pelos jogadores, que afirmam que o game tem ajudado para que os usuários conheçam novas pessoas, caminhem mais, ocupem o espaço público e descubram novos pontos de interesse da cidade.

Independente disso, o fato é que Pokémon GO já teve centenas de milhares de downloads ao redor do mundo. Se o sucesso do jogo vai se manter, só o tempo dirá. No entanto, é certo que os jogadores mais habilidosos já estão no aguardo de mais novidades e desafios nas próximas atualizações. Enquanto isso, a febre do Pokémon GO provavelmente vai arder mais um tempo e com certeza já entrou para a história.